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Ao contrário do que pensam, o voto feminino foi uma conquista dos homens e não do feminismo

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Essa informação gera incômodo generalizado por parte das feministas que monopolizaram a narrativa histórica e demais pessoas consubstanciais ao aparato informacional proveniente do senso comum impetrado pela adulteração histórica generalizada.

A história do sufrágio universal tem origens mais calorosas por volta de 1889, na eminência do golpe republicano perpetrado por Marechal Deodoro da Fonseca. Com discussões constitucionalistas para a elaboração do poder constituinte originário da República, vários homens conservadores e dissidentes do antigo Partido Liberal deram início a uma série de propostas que viera a moldar o processo eleitoral e o sistema político como um tudo, sugerindo assim a aplicabilidade do voto feminino.

César Zama, cristão, conservador e médico baiano, foi o primeiro a iniciar uma luta pelo sufrágio mais abrangente, com uma participação igualitária dos cidadãos, incluindo a participação feminina. Desde 1873, na convenção republicana de Itu, representantes republicanos e conservadores teriam amplo apoio da Igreja Católica e militares para uma jornada de luta pelo sufrágio igualitário.

No ano seguinte, Almeida Nogueira, constituinte, defendeu a participação das mulheres como eleitoras lembrando em plena vigência da sessão de 2 de janeiro de 1891, que inexistia legislação restritiva para os direitos femininos.

Vale lembrar que as nossas constituições tiveram histórico de restrição ao sufrágio não somente para as mulheres, como fazem-nos acreditar o senso comum, mas também excluíam os mais pobres e regularizavam a participação da classe aristocrática. A constituição de 1891 veio a determinar que somente aqueles que cumprissem o dever cívico de se alistar e servir ao exército poderiam participar do processo eleitoral. Como somente os homens são compulsoriamente determinados a cumprirem esse dever, o direito à voto estava intrinsecamente associado ao cumprimento dessa obrigação, por esse motivo as mulheres não participavam como eleitoras, embora as próprias mulheres também não manifestavam absolutamente nenhum interesse em participação no voto ou representação política.

Isso também não se tornou regra exclusivamente brasileira, ao redor do mundo, todo processo democrático era respaldado nas distinções de papéis e deveres masculinos. Como ambos eram imbuídos de direitos e deveres diferentes, os direitos não eram os mesmos. A Suprema Corte americana também determinava o direito ao voto baseado no cumprimento do dever em inserção ao aparato contingencial militar, ao dever cívico e social de servir ao país e à pátria.

PictureDurante a vigência das discussões sobre o voto feminino, vale salientar que as mulheres majoritariamente manifestaram-se contra o voto feminino, possuindo a consciência de que isso implicaria na imposição de mais deveres e responsabilidades sociais as quais elas não queriam arcar. O movimento antisufragista ganhou força em todos os países que iniciaram a discussão do sufrágio universal, e com uma força mais expressiva com as mulheres britânicas.

A primeira mulher a requerer inclusão no sistema eleitoral foi a professora Júlia Alves Barbosa, professora catedrática da Escola Normal de Natal, e não tinha nenhuma conexão ideológica com o feminismo. Logo em seguida, Celina Guimarães Vianna solicita despacho para aprovação de participação como eleitora, e foi prontamente deferido o pedido, tornando-se a primeira eleitora mulher e não feminista no Brasil. E para o terror das feministas, a própria Celina declarou que não foi nenhum mérito por parte dela, toda essa luta foi motivada e inspirada pelo seu marido por detrás dos panos. Basicamente, toda a luta sufragista em prol do direito ao voto feminino era constituída de mulheres conservadoras, religiosas e donas de casa que foram impulsionadas e inspiradas pelos seus respectivos maridos a participarem do processo eleitoral. Ao contrário da pretensiosa narrativa histórica feminista, o movimento pelo sufrágio universal não teve origem a partir de uma revolta das mulheres contra um sistema político “machista” imposto de cima para baixo por parte dos homens, na verdade foram pretensões espontâneas e orquestradas por homens juristas e líderes de movimentos políticos.

Após se tornar uma mulher emblemática e símbolo da participação feminina, a Celina confessou:

“Eu não fiz nada! Tudo foi obra de meu marido, que empolgou-se na campanha de participação da mulher na política brasileira e, para ser coerente, começou com a dele, levando meu nome de roldão. Jamais pude pensar que, assinando aquela inscrição eleitoral, o meu nome entraria para a história. E aí estão os livros e os jornais exaltando a minha atitude. O livro de João Batista Cascudo Rodrigues – A Mulher Brasileira – Direitos Políticos e Civis – colocou-me nas alturas. Até o cartório de Mossoró, onde me alistei, botou uma placa rememorando o acontecimento. Sou grata a tudo isso que devo exclusivamente ao meu saudoso marido.”

Obviamente a atitude de Celina não condiz nem um pouco com os anseios mais profundos do movimento feminista, que tenta à todo custo incriminar os homens e atribuir total independência atomizada e absurda às mulheres, como se não vivêssemos em uma sociedade integralizada respaldada na cooperação masculina e feminina, em conjunto.

Ao contrário do que as próprias fontes históricas afirmam, as mulheres que começaram a militar pelo voto feminino impulsionadas pelos seus maridos não se identificavam como feministas ou precursoras de tal movimento, e sim encaravam-se sem a noção pertencente a um coletivo específico. Toda essa mutação costumeira e jurídica que respaldou a inclusão das mulheres no processo eleitoral foi oriunda de iniciativas masculinas e movimentações políticas ligadas à ala conservadora e republicana do país. Ou seja, ao contrário do que balbuciam as feministas, você mulher, não deve nada ao feminismo, e sim a homens conservadores, republicanos, religiosos e constitucionalistas brasileiros pela participação feminina e influência na mudança cultural, pois nem as próprias mulheres demonstravam interesse em lograr iniciativa para tal mudança.

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Graduando em Direito com estudos interdisciplinares em Economia, Filosofia e Ciências Políticas.