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Apertem os cintos… o Diretor sumiu!

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Se queremos melhorar a educação nacional,
a primeira coisa que temos de fazer é tirá-la
do controle de manipuladores e demagogos
que não se educaram nem sequer a si próprios (…)

(Olavo de Carvalho, Educação ou deformação?)

Em tempos de invasões escolares (que a imprensa parcial continua a chamar de ‘ocupação’), é oportuno um ser pensante fazer alguns questionamentos a respeito de tal cenário. Meu intuito neste artigo é compartilhar apenas umas questões que vêm a minha cabeça quando esse tipo de manifestação ocorre em nosso país. Isso me faz lembrar das constantes greves dos diversos setores, das greves gerais e da onda de protestos de 2013, que se iniciou com o aumento da tarifa dos ônibus em algumas cidades e tomou dimensões nacionais (Sobre o tema, ver o livro mais completo a respeito: Flávio Morgenstern. Por trás da máscara. Rio de Janeiro: Record, 2015).

Há várias perguntas que podem ser feitas, mas para não encher a cabeça de meu leitor, nem aumentar em demasia o tamanho deste escrito, limitar-me-ei apenas às seguintes:

    1 – O que esses grupos (principalmente, os alunos) estão reivindicando?

    2 – Quem está por trás dos protestos (lembrando que não há mobilização espontânea, sendo sempre organizada, especialmente no caso de jovens)?

E, especificamente para o ensino no Brasil:

    3 – Por que os principais problemas não são ao menos mencionados, tampouco atacados?

As respostas para estas perguntas são simples: 1 – Nem os próprios estudantes sabem; 2 – Os partidos políticos de interesses bolivarianos (PT, PSOL, PSTU, PC do B); 3 – Porque o ensino em nosso país já é dominado pela esquerda. Para entender o cenário atual brasileiro relativo aos protestos e ao ensino, basta desenvolver as três respostas anteriores e compreender como elas estão entrelaçadas.

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A hegemonia da esquerda no Brasil nos meios intelectuais se deu desde a época da ditadura, com os militares, sem menor conhecimento de guerra cultural, que afagaram a cabeça de comunistas ‘bonzinhos’ oferecendo cargos em setores fundamentais de formação de opinião (escolas, universidades, redações de jornais e revistas), achando que combater o comunismo era apenas dar borrachadas nos bandidinhos, ladrões de banco, sequestradores, entre outros que nós podemos ver eleitos ou fazendo sucesso no meio artístico ou intelectual nos dias de hoje.

E qual foi o resultado disso? Um completo desastre. Não apenas os comunistas todos, tanto um grupo como outro, se fizeram de vítimas e heróis, bem como seguiram a cartilha gramscista de fazer uma revolução passiva, sem apelar às armas e sem a população brasileira perceber.

Com esse breve relato é possível inferir que a esquerda no Brasil tomou o controle da imprensa, da opinião pública, do meio artístico, da educação, do ensino, da política, ou seja, da cultura e da mentalidade brasileiras (Caso o leitor não acredite em mim, recomendo que leia as obras de grandes intelectuais e historiadores brasileiros, como José Honório Rodrigues, Hélio Silva, Antônio Paim, e não livrinhos uspianos ou do MEC que visam recontar a história à maneira esquerdista). Portanto, não é difícil perceber que o ensino no Brasil, que vai de mal a pior, é controlado pelo Estado e pela ideologia de esquerda de uma ponta a outra. Desde a formação de professores e cursos de Licenciatura nas universidades, que apresentam professores e currículos devidamente selecionados pela esquerda até chegar à sala de aula de Ensino Fundamental e Médio, com escolas organizadas de acordo com um viés comunista, com professores comunistas, ensinando um conteúdo comunista, com um livro didático comunista, com funcionários comunistas e a direção escolhida a dedo por comunistas.

Imaginem o resultado nisso na cabeça dos alunos! O que acontece com eles? Viram também comunistas, é claro!

Daí é que vemos por meio de vídeos de várias páginas, principalmente liberais, como o vídeo de Arthur Moledo do Val, do Mamaefalei (Ver o vídeo aqui) ou nesta matéria da Folha Política (ler a matéria aqui), como alunos e até mesmo professores passam vergonha ao não saber responder perguntas básicas sobre a invasão das escolas, ou como de maneira desonesta não assumem que não sabem e apelam ao apoio do grupo, por meio de intimidação e violência, ou tentam manipular o questionador e o rumo das perguntas, usando táticas erísticas iniciantes (Arthur Schopenhauer. Como vencer um debate sem precisar ter razão. Rio de Janeiro: Topbooks, 1997), como desviar o assunto, responder com várias perguntas etc. Mas, ainda assim, o vexame maior ainda continua para aqueles que empacam sem saber responder ou que apelam à violência fingindo uma suposta indignação e ofendidos com meros questionamentos (Sobre este fenômeno, do psicopata ficar ofendido quando o acusam, mais conhecido como Síndrome de Al Capone, ler o artigo de Olavo de Carvalho, A síndrome de Al Capone).

Os professores e os alunos não sabem o que responder, porque os discursos já vêm prontos para eles diretamente do partido, não é para pensar ou questionar, é apenas para aceitar e repetir (o bem conhecido ad nauseam). Enquanto alunos invadem escolas para não ter aulas e promover orgias regadas a drogas e álcool, com direito a brigas, assaltos e assassinatos, tudo isso com o apoio e instigado por grande parte dos professores, sob um falso lema de lutar por direitos e por educação, o Brasil continua tirando os últimos lugares no ranking de qualidade de ensino no mundo (Entre as várias notícias e os testes internacionais em que o ensino brasileiro vem obtendo os últimos lugares, selecionei apenas algumas matérias aqui e aqui  e , além dos números alarmantes que este texto traz).

Dos vários problemas do ensino brasileiro, entre eles: a má formação dos professores; o currículo e os livros didáticos repletos de erros e ideologias; o descaso por parte da família em relação a seus filhos; a falta de perspectiva e de valorização do ensino para os jovens; e a corrupção dos funcionários dos setores de Educação do governo (prometo retornar a alguns deles nos próximos artigos), dedicar-me-ei neste texto à direção da escola, este cargo que deveria ser de importância secundária, já que o processo de ensino deve focar primeiramente o professor e o aluno, em um segundo momento a família, o ambiente escolar etc., ficando para último lugar os cargos e a burocracia, o que ocorre é o inverso, devido à nosso comportamento medroso e bajulador, pensando em massa para ser aceito no grupo, amante de burocratismo e bacharelismo, tendemos a colocar os cargos mais alto da burocracia educacional como sendo o assunto de maior importância, surgindo com isso também a politicagem da direção e secretários.

O maior problema da direção das escolas, bem como da Educação e dos vários outros setores, é a corrupção das indicações e a imoralidade dos cargos comissionados. Assim, um partido político dominante por meio de um governante local influente decide escolher os cargos de direção, mas não apenas este, como também de coordenação, os diferentes tipos de secretários e, às vezes, até mesmo professores. Isto vai de encontro aos próprios ideais da educação, pois, na maioria dos casos, os beneficiados são as piores pessoas e mais inaptas para os cargos a que foram indicadas, causando um mal-estar na comunidade escolar (alunos, pais e demais professores e funcionários), jogando na cara destes a dura realidade de que não vale a pena estudar, nem ser um bom aluno, ter conhecimento e boas notas, já que aquele que se destaca e é recompensado é exatamente o pior, aquele que puxou o saco, que não estudou, que é corrupto.

E o pior é que a reclamação dos professores não é de mudar este sistema imoral e corrupto, a reclamação é simplesmente que eles não foram inclusos neste ‘esquema’, pois eles querem ganhar o deles também.

Em posse das armas da indicação e da proteção política, o diretor, pessoa de moral questionável ao aceitar indicação e puxar-saco de políticos, vira um tirano na escola botando na prática tudo que há de mal dentro si: ameaçando, humilhando e prejudicando alunos, funcionários e professores (não é à toa que os professores registram altos índices de depressão e desistem de sua profissão, pois se encontram em uma situação pior do que ficar entre a cruz e a espada, já que fica ameaçado entre alunos, pais de alunos, direção e governo); protegendo e beneficiando de maneira irregular aqueles que são próximos a ele; enriquecendo de maneira ilícita e desviando verbas; abandonando por completo as estruturas da escola e sua manutenção; e, finalmente, desaparecendo de vez da escola para curtir seu belo ‘dinheirinho suado’ sem trabalhar, atribuindo a outros suas funções, assim como suas falhas, sem esquecer que são encobertos por vários álibis quando descobertos, o principal deles é a interminável reunião que sempre surge de última hora e parece durar meses, pois o diretor nunca retorna dela.

Some e só retorna quando a escola está prestes a desabar!

Mas, para ser justo e verdadeiro, devo tecer também algumas palavras destacando a importância e a diferença que faz um diretor bom e honesto em uma escola (Um exemplo de como um bom diretor realmente faz a diferença, para melhor, pode ser lido no artigo de Paula Rosiska. Jovens: pratos de vidro, talheres de metal), que é capaz de pegar o ambiente e as pessoas de uma escola em frangalhos e melhorar ambos, por meio de trabalho, incentivo, conhecimento experiência etc. Ficam aqui meus elogios, congratulações e apoio a esses profissionais. Se você é um desses, saiba que este texto não é para você! Este texto é para aquele profissional da Educação que é desonesto, que brada e luta contra a corrupção simplesmente porque não o colocaram dentro dela.

Retomando o que vinha expondo, sempre pensei como é curioso que nossa esquerda vive bradando seus lemas de ‘igualdade’ ou ‘liberdade’ (querendo tornar todos uma massa homogênea, pensando numa humanidade abstrata, revivendo a todo momento o terror da ditadura militar e o horror de não se ter liberdade de expressão), mas nunca protestou contra a indicação política dentro da Educação que vem acabando com o ensino e o futuro dos jovens, assim como é um péssimo exemplo para eles. Os professores e os alunos não têm direito de escolher, a direção e suas ordens são impostas a eles, e a ideia de o diretor se destacar dos demais e impor sua inaptidão a todos vai contra os lemas dessa mesma esquerda. Então, por que será que nunca houve protesto contra isso? O objetivo não é melhorar a Educação? Vamos começar por limpá-la das mãos sujas dos políticos e não pedir mais dinheiro a eles!

Nesses casos, o máximo que pode acontecer contra o diretor tirano ou sumido, ou ambos, é abrir queixa contra ele na Secretaria de Educação, o que não acontece nada, pois ou se perde no meio da papelada burocrática dos órgãos governamentais, ou quem avalia a queixa foi quem indicou tal diretor. Aqui registro meu espanto. Nossa! Quanta liberdade em nosso sistema educacional!

Mas, o leitor atento ou conhecedor do assunto deve estar se perguntando: “e a gestão democrática? Nada disso acontece lá! A gestão democrática é a solução para esse problema e contradiz o que você vem escrevendo! ”

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Como contra-argumentação, afirmo que a tão falada ‘gestão democrática’ (conceito que está na moda! Podem dar uma conferida nas publicações acadêmicas, em livros, no google etc. para ver se não tenho razão!) não é essa coisa toda, não! Explico os porquês. Primeiro, ela não está presente na maioria das escolas do país. Segundo, quando os governantes deixaram ser implantada a gestão democrática é porque servia a seus interesses. Terceiro, a eleição de direção, ou de uma equipe diretiva, visa apenas enganar o público para lhe oferecer uma falsa sensação de escolha e de decisão, da mesma maneira que as eleições brasileiras (não temos opções e quem decide é quem faz a contagem dos votos, com a ajuda das maquininhas da Smartmatic, sobre isso há várias notícias e provas, que infelizmente foram abafadas e arquivadas, mas que em um país  sério seriam suficientes para investigar e punir os culpados, bem como anular as eleições fraudulentas, seguem duas notícias aqui e aqui), quando na verdade o que ocorre é que já há um sujeito para o cargo que faz uso de diversas artimanhas para ganhar seus votos, desde formação de grupinhos e promessas absurdas até a mentira e intimidação. Quarto, a gestão democrática não apresenta melhorias educacionais nos estados ou municípios em que foi implantada (Para maiores informações, vejam esta matéria do portal Gestão Escolar, que cita como exemplo a gestão democrática no município de Aracaju, e comparem com os dados desta outra matéria que afirma que Sergipe continua com um dos piores índices educacionais do Brasil).

Assim, pode-se concluir que a gestão democrática nas escolas é mais uma dessas farsas que o governo quer representar para acalmar o povo e este se assenta, achando que está realmente no poder, decidindo e participando de alguma coisa.

Ainda na mesma matéria que citei acima, com o título bem demagogo, O diretor é cargo de confiança, mas da comunidade, o que é contraditório (seria cômico, se não fosse trágico) é que o autor e ‘os especialistas’ (hoje em dia para se justificar qualquer coisa, se encontram especialistas em qualquer coisa e que concordam com qualquer coisa) não consideram bons os métodos de indicação política e de concurso para a direção, o que concordo em grande parte, bem como enfatizam que se deve regularizar os pontos da gestão democrática para melhorá-la. Até aqui tudo bem. Em outras palavras, os métodos criados pelo Estado para a escolha do diretor só vêm criando problemas, corrupção, despesas e atrasos para a Educação, e o método menos pior para solucionar os problemas deve ser regularizado. Mas aí eu pergunto: por quem? E a resposta é: pelo próprio Estado. Mas, não foi ele que criou todos esses problemas e entraves? E os chamados especialistas acham certo deixar sob responsabilidade das mesmas pessoas e das mesmas instituições que se beneficiaram de maneira ilícita e criaram todos os problemas para resolver o que elas mesmos criaram?! É isso mesmo? Vai entender cabeça de especialista… Ainda mais em Educação! Ainda mais no Brasil, que possui uma das piores do mundo! (Sobre a formação e a função da direção na escola, ver o vídeo de Armindo Moreira aqui, bem como seu livro: Professor não é educador. Cascavel: Edésio, 2013.)

Estávamos falando a respeito da Escola Pública. Logo, um esquerdista pode vir choramingar uma falácia de luta de classes, afirmando que defendo empresários e escolas particulares, ou que sou elite, rico e não desejo ver o pobre estudando. Não é nada disso. Posso afirmar que nas escolas particulares o mesmo ocorre, mas de maneira ainda pior, pois os donos de escola, além de mamarem em verbas governamentais para manter suas escolas abertas (sobre isso ver o artigo As parcerias público-privadas: a porta de entrada para o socialismo, que dá informações básicas sobre o tema), quase não precisam prestar conta de seus empregados, suas qualidades e processos de seleção, o que gera péssimos funcionários e um sistema de contratação de profissionais um tanto duvidoso, possuindo um índice pior de profissionais do que as escolas públicas em relação ao grau de escolaridade dos professores (Ver aqui).

As consequências da má direção são nefastas à escola, aos alunos e professores, e, a longo prazo, à toda a geração de jovens que passaram pelo sistema educacional e ao futuro do país, conforme apontei acima. Essas consequências são um sistema em que é mais valorizado um conjunto de regras informais (bajulação, aquiescência, repetição, apatia) do que o conhecimento (reflexão, debate, questionamento, vida árdua de estudos, construção da vida profissional) (sobre essas regras informais, que são a chave para a ascensão nos países comunistas, em detrimento do estudo, do conhecimento, da técnica e do dom, ver o artigo de Olavo de Carvalho, O reino do subjetivismo), já que é aquele que é recompensado e não precisa de estudo, enquanto este é hostilizado, punido e requer uma série de sacrifícios. O professor que concorde com isso está, além de todos os malefícios já mencionados, denegrindo a si mesmo e destruindo sua profissão sem ao menos ter consciência disso.

Diante de tudo que foi apontado, não é de se admirar que alunos e professores estejam sendo manipulados, e nem saibam disso, para protestar, invadir escolas, depredar patrimônio público e qualquer outra coisa a mais que sejam passadas como instruções a serem feitas. Quando deparados com a realidade suas reações são a negação e a agressão, pois, afinal de contas, o sistema em que eles foram ensinados e em que estão vivendo é uma maquete frágil, que pode ser desmontada ou quebrada facilmente, o que gera um terror sem igual, por isso as reações exageradas, sem contar a hipersensibilidade desta nova geração.

Não pensem também que os diretores contra as invasões são seres bonzinhos, não! Estão apenas aterrorizados com medo de perderem seus respectivos cargos, mais nada!

Há áudios circulando pela internet até mesmo de diretoras de ‘costas quentes’, protegidas por fortes partidos de esquerda, que chegam a instigar os alunos a invadirem a escola.

Não fiquem surpresos, pois o movimento comunista é feito exatamente desta maneira, contraditório atacando em direções contrárias para confundir seus adversários. É um monstro com vários tentáculos. Aquele que se defende, na verdade, destrói somente um deles e fica surpreso quando se revelam os demais órgãos táteis escondidos da criatura. Não é à toa que Carlos Azambuja chama em seu livro A Hidra Vermelha. Tal tática serve tanto para confundir os adversários, bem como garantir a vitória de diferentes maneiras.

Então, se você pensa que invadir escola vai resolver o problema da Educação, ou pior, resolver problemas governamentais mais sérios, como economia, no caso da PEC 241, sinto muito te informar, leitor, que está muito enganado! Nossa educação e o atual sistema de ensino está longe de melhorar se deixarmos nas mãos do governo para aparar uma aresta aqui e ali, fingindo uma reforma. As modificações têm que ser feitas nas bases e no topo do sistema para que um a um, os sujeitos e os setores, sintam-nas. Além da mudança no comportamento dos alunos, das famílias e dos professores, todo o viés ideológico da esquerda deve ser expurgado de nosso ensino, juntamente com diretores omissos que são um dos seus principais representantes.

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Sou católico e conservador. Doutor em Linguística. Professor de Ensino Médio e Superior nas diversas disciplinas da área de Letras. Atuo também como revisor, tradutor e crítico literário.

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