Opinião

Desafogando os presídios: A ONU quer que as pessoas comuns vivam em meio à barbárie

1849
0

O ano de 2017 iniciou com uma chacina no Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, Amazonas, quando membros da facção criminosa Família do Norte (FDN) mataram 56 prisioneiros ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior facção criminosa do país, com aliados na Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela [1], e que vem travando uma guerra com o Comando Vermelho (CV), facção criminosa oriunda da junção de criminosos e militantes da esquerda revolucionária, presos no Rio de Janeiro no período do Regime Militar.

presidio-01

Houve manifestação da ONU, do Papa Francisco, de grupos de Direitos Humanos e dos Presidentes da República e do STF. Ou seja, várias personalidades aproveitaram os defuntos para fazer política e proselitismo. Curiosamente, as mesmas personalidades e entidades se mantêm praticamente caladas diante do massacre de cristãos através do mundo, com quase 100 mil vidas ceifadas por ano, ou dos mais de 60 mil homicídios por ano no Brasil.

Agora, lancemos um olhar mais atento à globalista ONU, que defende políticas voltadas para destruir a Cultura Ocidental e para promover o controle populacional, determinando que os países ocidentais adotem pautas como aborto, ideologia de gênero, multiculturalismo e desarmamento.

Sobre essa chacina, a entidade paquidérmica e onipresente se manifestou a toque de caixa para dizer que “não será construindo novas prisões que o Brasil vai resolver seu problema[2], utilizando dados manipulados (e, certamente, inverídicos), emitidos pelo Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen) [3].

Com efeito, foi após verificar os palpites e as decisões tirânicas dessa instituição que muito bem se manifestou o presidente eleito dos EUA, Donald Trump [4]:

Quando vocês viram as Nações Unidas resolver problemas?! Não fazem isto. Eles causam problemas.

(…)

Se aproveitasse seu potencial, seria algo grandioso, mas não faz isto e é uma perda de tempo e dinheiro” .

Aliás, pode-se fazer à ONU o mesmo questionamento de Nigel Farage ao Presidente da União Europeia, na campanha do Brexit [5]:

Eu gostaria de lhe perguntar, Presidente: Quem elegeu você? Através de qual mecanismo?

(…)

Que mecanismos os povos da Europa [do mundo] possuem para removê-lo do Poder?”.

A ONU não trabalha pela paz, mas pela criação de um governo central que irá dominar todas as nações, pelo fim da liberdade dos povos e por sua subjugação, para que os membros da instituição central gozem da boa vida proporcionada por verdadeiros escravos, e a elite mundial seja preservada de inconvenientes.

Há no Brasil uma guerra de facções criminosas pela conquista do monopólio do tráfico de drogas. Tanto que logo em seguida o PCC retaliou a ação da FDN, agora em Roraima [6]. E é aí que devemos identificar a crueldade da mensagem da ONU.

Os criminosos estão mais bem armados que as forças policiais, e subjugam a sociedade, seja ditando regras (mandando fechar comércios, interditando o trânsito etc.), seja comandando o tráfico de dentro das prisões, seja cometendo crimes.

Para dar uma ideia do número de mortos no país, o que causa indignação, foram registradas 379 mortes violentas nos presídios no Brasil em 2016 [7], ao passo que em meio à sociedade foram registrados 59.627 homicídios em 2014 [8]. Logo, há pouco mais de 29 homicídios anuais para cada 100 mil pessoas livres, e cerca de 53 mortes violentas para cada 100 mil presos, aqui incluídos homicídios e suicídios.

E não para por aí. Milhões do dinheiro público são empregados para construir e manter presídios, e outros milhões destinados ao pagamento de bolsas e indenizações a familiares dos criminosos, que não são forçados a produzir. Como “mente vazia é oficina do diabo”, se fossem forçados a trabalhar, talvez não tivessem tanta energia para gastar com a violência.

Enquanto isso, milhões de pessoas sofrem com saúde, educação e segurança inócuas, ao mesmo tempo em que pagam compulsoriamente as despesas da população carcerária, já que o Estado não produz, mas apenas arranca à força o dinheiro de quem produz.

onu-seguranca

E em meio a esse turbilhão de horrores, o que fazem os burocratas da ONU, que não conhecem o povo, nem a falta de segurança ou o medo de sofrer violência a qualquer momento, em qualquer lugar?

Fazem uma proposta para lá de indecente. Visando apenas a adiantar seu projeto de controle populacional, eles propõem que criminosos como esses, que matam com requintes de crueldade dentro da prisão, sejam devolvidos à sociedade para que possam fazer o mesmo com a população “do bem”, covardemente desarmada pelas “autoridades”.

Ora, a finalidade das prisões é proteger quem cumpre as leis, isolando as pessoas que não conseguem conviver em sociedade de forma harmônica e respeitável. Ou seja, criminosos são retirados do convívio em sociedade com o intuito de proteger a população. Se vão buscar a recuperação ou não, o problema é deles.

No lugar de perder tempo com questões periféricas como “esvaziar as prisões” ou o fato de o Presidente chamar a chacina de acidente, devem ser criadas soluções para acabar com a situação vergonhosa de o trabalhador ganhar mensalmente quantias inferiores às gastas pelo Estado com casa preso.

O crime deve ser punido, e não recompensado.

NOTAS

[1] Chade, Jamil. ONU pede investigação “imediata” sobre presídio de Manaus. O Estado de São Paulo, 03/01/2017. Disponível em http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,onu-pede-investigacao-imediata-sobre-presidio-de-manaus,10000097853. Acesso em 05/01/2017;

[2] Chade, Jamil. ONU pede investigação “imediata” sobre presídio de Manaus…;

[3] BRASIL, Felipe Moura. Quem quer bandido solto mente sobre população carcerária. Canal do Felipe Moura Brasil, 05/01/2017. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=1IGwlh8E8Wg&t=627s. Acesso em 05/01/2017;

[4] ONU “é perda de tempo e dinheiro” e “causa problemas”, afirma Trump. France Press, via G1, 29/12/2016. Disponível em http://g1.globo.com/mundo/noticia/trump-ataca-a-onu-eles-causam-problemas.ghtml. Acesso em 05/01/2017;

[5] Brexit: Nigel Farage humilha o Presidente da União Europeia. Canal dos Tradutores de Direita, 25/06/2016. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=JJ3alXFQS1A. Acesso em 03/11/2016;

[6] Rebelião em Roraima teve decapitação e coração arrancado. G1, 06/01/2017. Disponível em http://oglobo.globo.com/brasil/rebeliao-em-roraima-teve-decapitacao-coracao-arrancado-20737083. Acesso em 06/01/2017;

[7] Velasco, Clara, D’Agostino, Rosanne e Reis, Thiago. Brasil teve quase 400 mortes violentas nos presídios em 2016. G1, 05/01/2017. Disponível em http://g1.globo.com/politica/noticia/brasil-teve-mais-de-370-mortes-violentas-nos-presidios-em-2016.ghtml. Acesso em 06/01/2017;

[8] Brasil lidera em número de homicídios no mundo, diz Atlas da Violência. Valor Econômico, 22/03/2016. Disponível em http://www.valor.com.br/brasil/4493134/brasil-lidera-em-numero-de-homicidios-no-mundo-diz-atlas-da-violencia. Acesso em 06/01/2017.

Tagged:

Atualizações exclusivasno seu e-mail

Respeitaremos sua privacidade

Justiça 04
Opinião
Criminosos e seus familiares estão sendo recompensados?
o-DESIGUALDADE-DE-GNERO-NO-TRABALHO-HOMEM-E-MULHE-facebook
EconomiaOpiniãoPolítica
O mito de que as mulheres recebem menos que os homens refutado
Sherlock _crédito_ BBC (1)
Opinião
Sherlock Holmes Globalista: Uma análise da série da BBC
Fernando Peixoto

Fernando César Borges Peixoto Advogado, pós-graduado em Direito Público e pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil, niteroiense, metido a escritor, ensaísta, cronista, contista e, de certa forma, saudosista.