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Famoso historiador muda de opinião sobre o Brexit

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Para os estudiosos de história, Niall Ferguson dispensa apresentações. Autor de Best-sellers como “The Ascent of Money: A financial history of the world” e “The Great Degeneration”, o escocês surpreendeu ao declarar apoio à permanência do Reino Unido na União Europeia, publicando diversos textos atacando o Brexit, chegando ao ponto de declarar que a visão daqueles que defendiam a saída da UE era similar a de um homem prestes a divorciar, ou seja, de acordo com sua antiga opinião, os leavers visualizavam apenas os defeitos da união, sonhando com os benefícios fantasiosos que o divorcio poderia trazer.

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Passado a votação e a polêmica mais intensa sobre o assunto, eis que Ferguson novamente voltou atrás em sua opinião acerca da matéria, afirmando que se deixou equivocar pelas previsões apocalípticas de diversas instituições de respeito, tal como o FMI. Na mesma direção, ele também afirmou que a amizade dele com os remainers David Cameron e George Osborne acabou nublando o bom julgamento, fazendo com que ele escrevesse sua opinião baseada no desejo que seus amigos permanecessem no poder e não nos fatos.

Com isso dito, entendeu o historiador que o povo inglês fez o certo ao optar pelo Brexit, pontuando não apenas que as previsões que ele havia feito na década de 90 sobre uma união monetária europeia vingaram, mas não apenas isso, como também na prática as instituições da União Europeia não souberam lidar com a crise financeira mundial que se iniciou em 2008. Também entendeu ele que, no âmbito da política externa, a União Europeia foi igualmente desastrosa, principalmente nos últimos anos, quando os seus lideres – especialmente Angela Merkel – tomaram decisões equivocadas sobre a crise dos refugiados, precipitada pela guerra civil síria, tornando-a uma crise de migração em massa. Disso ele conclui que o grande erro de David Cameron foi aceitar os termos risíveis que os lideres Europeus o ofereceram no que tange aos critérios para que imigrantes pudessem receber benefícios, quando deveria ter desde então assumido a liderança do Brexit por si mesmo.

Vale notar que, a despeito do voto popular, o Reino Unido ainda não iniciou o processo de retirada da União Europeia, que só poderá ser declarado com a utilização do Artigo 50 do tratado de Lisboa, que dispõem sobre os termos da separação. A atual primeira ministra Theresa May pretende iniciar o processo pelo final de Março de 2017.

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