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Kim Jong-un e sua obsessão em ser um deus que sempre morre no final

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Antes de fazer uma análise psicológica do ditador Kim Jong-un, é necessário apelar para algo muito além dos limites da psicologia política: é preciso se debruçar sobre a psicologia da RELIGIÃO! Por quê? Simples: quando se trata de Kim Jong-un, não estamos falando de um simples fenômeno político, mas de um fenômeno APOTEÓTICO.

Kim Jon-un não é apenas um dos males encarnados na política que a história nos apresentou, mas alguém que pretende ser reconhecido como um deus, o que já evidencia um traço ponerológico de comportamento psicopático na política: o político se enxerga como o deus que vai salvar e cuidar da massa pobre e histérica. Segundo especialistas em psicopatia (por exemplo: a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, autora do livro “Mentes Perigosas”), esse comportamento tanto é herdado geneticamente como potencializado socialmente. No caso de Kim Jong-un, este herdou geneticamente de seu avô – o fundador da Coréia do Norte – e potencializou por meio de um padrão comportamental obsessivo no qual persegue a imagem do mesmo, vide: https://www.terra.com.br/noticias/mundo/asia/fatos-e-fotos-provam-que-kim-jong-un-e-um-bebezao-mimado,892677e425a68410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

Nos últimos tempos, alguns órgãos da mídia sul-coreana apontaram o ganho de peso excessivo (que, inclusive, está o fazendo mancar) pela busca de parecer ainda mais com o ancestral. Os meios de comunicação social da Coréia do Sul divulgam informações como: “O líder norte-coreano come e bebe desenfreadamente para aguentar o medo de ser assassinado!” ou “O líder norte-coreano sofre de insônia e doenças da velhice!”. A teoria mais comum é que Kim se refugia na comida e na bebida para lidar com o stress, vide: http://observador.pt/2016/07/06/o-que-esconde-o-peso-de-kim-jong-un/

Aliás, a obsessão do neto é tão grande que a mídia sul-coreana especula que Kim Jong-un pode ter se submetido a vários procedimentos estéticos para se parecer com o avô. Inclusive, é o próprio norte-coreano quem corta as madeixas. Kim tem um trauma de infância que o fez não confiar em barbeiros – e, por isso, ele faz questão de fazer o trabalho. O corte tem até nome: “youth” ou “ambition”, vide: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2523574/Scariest-thing-North-Koreas-Kim-Jong-Hes-totally-sane.html

Mas que deus é esse teme ao mesmo tempo em que é temido…?

Kim Jon-un não é apenas um psicopata, mas um psicopata “infantossádico” (https://pt.scribd.com/doc/294456513/Introduccion-a-La-Psicopatologia-General-Scharfetter). Se a política internacional de Kim Jong-un se baseia no terror, o seu terrorismo é puramente psicológico, não muito diferente de um valentão de escola que, ao mesmo tempo em que esconde suas inseguranças, ameaça os colegas com palavras porque está acostumado a manipular multidões com o poder das crenças.

Numa entrevista a John Horgan, especialista em psicologia do terrorismo, lhe é perguntado se os terroristas são exibicionistas e a sua resposta é direta e certeira: “O terrorismo para mim sempre foi sobre teatro. […] Uma das razões por que o terrorismo atrai tipos de pessoas e grupos muito diferentes é porque eles sabem que podem matar uma pessoa e aterrorizam milhares. […] Quando falamos de psicologia não é apenas sobre o que eles fazem, é muito sobre a nossa resposta ao que eles fazem. […] Isto coletivamente reforça a ansiedade que os terroristas querem causar”, vide: https://www.publico.pt/mundo/jornal/o-terrorismo-sempre-foi-sobre-teatro-os-terroristas-querem-muita-gente-a-ver-26416348

As crenças podem até arregimentar multidões, tal como defendia o filósofo e psicólogo Gustave Le Bon… Mas não mudam o fato de que por trás (ou dentro) de um ditador existe um grande bebê mimado. No caso de Kim Jong-un: um homem adulto cheio de rigidez e sem a menor espontaneidade – o que é considerado, psicanaliticamente, um sinal claro de imaturidade (consultar Winnicott) -, um psicopata de sadismo infantil e puramente psicológico que não gosta de sujar as próprias mãos por se considerar demasiadamente divino – apesar de ser humano até demais – e um obsessivo que chora em posição fetal por saber, no fundo de sua alma podre, que nunca será tão divino para o seu rebanho como seu avô foi.

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Marcelo Lyra

23 anos. Graduando em psicologia e estudante de psicanálise com um interesse aguçado pela ponerologia. Monarquista e liberal. Escritor nas horas vagas e filósofo quando possível.