Política

Moro vs. Lula: o detector de mentiras ambulante e a psicopatia na política

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‘Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro’ – Friedrich Nietzsche.

A citação acima pode até parecer uma referência “óbvia” ao Juiz Sérgio Moro… mas não é. Na verdade, trata-se de uma alusão ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas por quê? Num comentário publicado no blog Tribuna da Internet pelo psiquiatra Ednei Freitas, o ex-presidente é portador de um tipo de transtorno dificilmente curável: personalidade psicopática. http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/o-psiquiatra-ednei-freitas-analisa-a-cabeca-de-lula-esse-tipo-de-psicopata-e-dificil-de-curar-e-o-paciente-nao-melhora-na-cadeia/

Ainda assim, Lula consegue ser tão complexo que é inevitável recorrer até à psicanálise para compreendê-lo de maneira mais profunda. Segundo o médico psiquiatra Marcelo Caixeta, a mente de Lula vive, psicanaliticamente, grandes conflitos psicológico-familiares:

Lula valoriza o caráter de sua mãe que, nordestina retirante, cuidou sozinha de muitos filhos; enquanto o pai de Lula, “homem sem escrúpulos afetivos”, mulherengo, abandonou a família e foi correr atrás de outros rabos-de-saia). […] A mãe de Lula, mulher, pobre, sozinha, trabalhadora, nordestina, analfabeta, representa o nicho de “marginalidade”, “minorias oprimidas”, que ele optou por “defender”.

O “esquerdismo” é, além de coitadista, feminino – não é difícil entender. […] O pai de Lula […] representa toda a “maldade” do “homem capitalista”, opressivo, “patrão”, frio, distante, egoísta, auto-provedor (“nunca se preocupou em colocar uma rapadura dentro de casa”), materialista, “violento”, antiassistencialista (“nos deixou passando fome”).

A “luta de Lula” é uma analogia da “vingança de sua mãe contra seu pai”.

Quando entrou na “selva” da luta política, é claro, Lula foi-se transformando cada vez mais no que era o pai dele, inclusive com amantes. No entanto, ele sempre tinha uma “justificativa materna” na cabeça que aplacava sua consciência: “não é que estou virando um “tubarão capitalista frio” (como meu pai), é que tenho de lutar com tubarões, como um tubarão, tudo para melhorar a vida deste povo sofrido (a “vida desta minha mãe sofrida”)”. Com o tempo, no entanto, a consciência foi pesando e ele foi vendo, com certo horror, que, de fato, sem subterfúgios, estava mesmo é se afastando da mãe e se aproximando cada vez mais do que o pai fora. http://marcelofcaixeta.wixsite.com/marcelo/sobre-1-c1cig

Ele lutou com aqueles que enxergava como monstros para ocupar a mente e se esquecer que nunca deixou de ser o protagonista dos próprios pesadelos. Isso dá a Moro uma vantagem estratégica no interrogatório: Moro é um detector de mentiras ambulante.

Apesar de todos os conselhos sobre detecção de mentiras por aí, é muito difícil de detectar quando alguém está mentindo, pois isso vai depender do tipo de pessoa que você é. Há tipos de pessoas que são mentirosos naturais. Lula, por diagnóstico psiquiátrico, seria uma dessas pessoas. Agora, no entanto, há também tipos de pessoas que são detectores naturais de mentiras! Um novo estudo publicado na Human Communication Research, verificou que um processo de interrogação ativa proporcionou resultados quase perfeitos, com 97,8% de mentirosos detectados com sucesso ( Levine et al., 2014 ). O processo de detecção de mentiras não tem nada a ver com o que se ‘diz’ ao evitar contato visual ou pela sudorese, e tem tudo a ver com a forma como o suspeito é interrogado. Trata-se de táticas como presumir o suspeito é culpado, transferir a culpa para longe do suspeito e fazer perguntas carregadas como “Você planejou isso ou apenas aconteceu?”. http://www.fasdapsicanalise.com.br/o-segredo-para-detectar-mentiras-e-nao-e-linguagem-corporal/

Quem já viu as gravações de Moro sabe que é exatamente assim que ele interroga os suspeitos! Pode ser que essa estratégia auxilie Moro a arrancar atos-falhos de Lula que podem ser usados contra o mesmo e diminuir a nostalgia que as massas alimentam perante o monstro. http://www.consultoriodamente.com/index.php?option=com_content&view=article&id=214:ato-falho&catid=27:salas-de-leitura&Itemid=53

               

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Marcelo Lyra

23 anos. Graduando em psicologia e estudante de psicanálise com um interesse aguçado pela ponerologia. Monarquista e liberal. Escritor nas horas vagas e filósofo quando possível.