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Para quem não tem memória curta: Aécio quase foi o candidato de Lula e matinha relações amistosas

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Nesse momento decisivo para a história do nosso país, onde finalmente é conhecida a profundidade e extensão da corrupção no nosso sistema político, não podemos nos deixar esquecer de um passado mais calmo, onde os políticos ainda não procuravam bodes expiatórios em seus supostos competidores. Se hoje os petistas se regozijam com a exposição dos crimes de Aécio Neves, no passado as coisas não eram bem assim. Lembremos alguns momentos:

  1. Em 2006, Lula indicava uma aproximação com Aécio, celebrando a vitória desse para o cargo de governador e recomendando a aproximação da imagem dele com a de Aécio para seus ministros. Segue a notícia:

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou ministros mineiros e aliados influentes a tentar ‘colar’ a sua imagem à do governador tucano Aécio Neves, reeleito no primeiro turno em Minas Gerais. Tanto Lula quanto a coordenação de campanha estão certos de que Aécio, potencial candidato a presidente em 2010, não poderá fazer corpo mole no segundo turno por deveres e obrigações partidários. A estratégia, então, é minimizar os efeitos nas pesquisas das fotos do governador ao lado do candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, nos comícios, caminhadas e programas eleitorais de TV. A coordenação da campanha de Lula quer maior presença do ministério em Minas, com mais atos e divulgação de ações do governo federal em todas as regiões do Estado. Sempre que possível, os aliados vão ressaltar a ‘boa relação’ do presidente com Aécio. Foi o próprio Lula quem, num telefonema ao governador, deu o tom que ministros e outros aliados devem usar no tratamento com Aécio – muita ‘cordialidade’ e demonstrações de intimidade e amizade. ‘Meu caro, parabéns pela vitória (na disputa para o governo estadual). Mas agora, no segundo turno, você poderia tirar férias e ir passear em Paris’, brincou o presidente, no telefonema, segundo uma pessoa do Planalto que ouviu a conversa”[1].

  1. Em 2007, Lula afirmou que, se Aécio fosse para o PMDB, o próprio não teria problema nenhum em apoiar sua candidatura para sua sucessão presidencial. Segue a notícia:

FOLHA – Se Aécio entrasse no PMDB, o sr. o apoiaria a presidente?
LULA 
– Se entrasse no PMDB e fosse candidato da base, não teria problema nenhum. Mas precisaria saber se a base quer[2].

  1. Em 2008, Aécio foi realmente convidado para integrar o PMDB, de forma que esse poderia se tornar o candidato a presidência do partido nas eleições de 2010. Nessa época, Lula já estava inclinado a apoiar Dilma, e a base aliada via com bons olhos uma chapa Dilma-Aécio em caso da economia piorar ainda no governo Lula. Segue a notícia.

“O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), foi convidado anteontem a se filiar ao PMDB para disputar a Presidência em 2010. O convite aconteceu em conversa do governador com o presidente do PMDB, Michel Temer (SP), e o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).
Aécio respondeu que seu caminho é tentar a candidatura presidencial pelo PSDB. No entanto, aliados de Aécio dizem que, se ele for atropelado pelo governador José Serra (SP) na disputa tucana, poderá examinar a possibilidade de se filiar ao PMDB numa janela para troca de partidos que vem sendo costurada no Congresso.”

[…]

“Peemedebistas e petistas com resistência à candidatura de Dilma Rousseff voltaram a flertar com Aécio após o resultado das eleições municipais. O PMDB saiu fortalecido, mas não tem um nome nacional para sustentar uma candidatura. Há ainda os efeitos da crise global: se a economia fraquejar, Lula poderá perder força para bancar Dilma e poderia se render à aliança com o PMDB.
Até agora, porém, Lula tem dado demonstração de que pretende levar o projeto Dilma adiante. A dúvida em relação à candidata está na cabeça de aliados do presidente. A depender da evolução do cenário econômico, peemedebistas avaliam que poderia haver espaço para uma chapa Aécio-Dilma.”[3]

  1. Em 2009, mesmo não acontecendo o acordo entre as partes, Aécio rasgou elogios a Dilma Rousseff. Segue a notícia.

Segundo o tucano, “se for candidata, a ministra Dilma Rousseff é garantia de uma campanha de altíssimo nível”. Questionado sobre o poder eleitoral da ministra petista, o governo fez elogios à Dilma. “Nós ainda estamos distantes das eleições, mas eu não tenho dúvida em afirmar que, se for candidata, a ministra é um privilégio para o Brasil ter alguém da sua qualidade disputando eleições.”[4]

[1] http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/lula-quer-pt-colado-e-de-bem-com-aecio/

[2] http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1410200702.htm

[3] http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0711200818.htm

[4] http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL990713-5601,00-AECIO+NEVES+ELOGIA+POSSIVEL+CANDIDATURA+DE+DILMA+A+PRESIDENCIA.html

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