Opinião

Sherlock Holmes Globalista: Uma análise da série da BBC

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Elementar, meu caro Watson.

(Frase nunca dita por Sherlock Holmes

nos escritos de Sir Arthur Conan Doyle,

autoria não sei de quem)

 

A série Sherlock da BBC (British Broadcasting Corporation) é um sucesso de audiência desde 2010, com quatro temporadas e um longa metragem. Aproveitando o lançamento da quarta temporada, no início deste ano, em janeiro de 2017, farei aqui uma análise das mensagens globalistas e de marxismo cultural existentes na série desde o primeiro episódio.

Confesso que quanto mais as pessoas consomem, ou falam bem, de algum tipo de entretenimento, fico receoso de que a qualidade de tal produto artístico seja duvidosa, pois, para mim, se fosse boa, raramente, o populacho gostaria. Assim, não tive a mínima vontade assistir esta série até recentemente. Quando, após insistências de meus alunos e familiares, acabei cedendo e vendo a maioria dos episódios em sequência, para não serializar também meu sofrimento.

Sherlock _crédito_ BBC (1)

Antes de iniciar minha análise, falarei um pouco da série. A produção dos episódios é de muito boa qualidade, com cenários e figurinos bem elaborados. Os roteiros são medianos com o intuito de alcançar um público maior e baseados um pouco em algumas histórias originais do Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle, com algumas piadas adolescentes, um suspense no decorrer da trama e uma reviravolta ao final do episódio. Há também em alguns episódios, após a resolução do mistério, um elemento que fica em aberto para dar uma curiosidade no espectador e fazer uma ligação, um tanto solta, entre os episódios e o enredo geral da série. Os atores são conhecidos da televisão britânica, com direito aos dois principais que são mais conhecidos do público brasileiro: Benedict Cumberbatch (Sherlock Holmes) e Martin Freeman (John Watson). Este é o eterno Bilbo Bolseiro da trilogia O Hobbit, e é ‘eterno’ mesmo, pois para quem já viu outros filmes britânicos em que o ator trabalha parece que ele só consegue fazer seus personagens como o Bilbo, antes mesmo de fazer esta atuação, ou seja, o ator possui uma única técnica de atuação que repete em todos seus trabalhos. De maneira diferente, Benedict Cumberbatch é mais conhecido por seus trabalhos hollywoodianos (Star Trek: Além da Escuridão, O Jogo da Imitação e o recente Dr. Strange), que chegaram em terra brasileiras, e consegue atuar com qualidade, dando vida e identidade aos personagens que faz. O mesmo pode ser afirmado em relação ao Sherlock Holmes, sua voz grave, seu sotaque britânico bem marcado, seus gestos e trejeitos dão ao personagem uma interpretação distinta.

A análise que farei neste artigo, acho importante deixar claro ao leitor, não se trata de alta cultura, mas apenas da aplicação de alguns conceitos de filosofia, história, ciência política, entre outros, a um entretenimento de massa, a algo popular. Redijo essas linhas porque em nosso país, no estado atual em que se encontra, nossa alta cultura está aos frangalhos e restrita a pouquíssimas pessoas que estão aptas a entendê-la e discuti-la, que há uma confusão entre o que é uma mera forma de diversão (entretenimento) e o que é alta cultura. Por isso, reitero que faço aqui apenas uma análise de um produto específico de diversão popular (uma série de TV), não estou produzindo alta cultura ou algo filosófico de grande valor. Isso me faz lembrar a grande entrevista que nosso poeta Bruno Tolentino deu à revista Veja, há mais de uma década atrás, ele disse o seguinte que tem muito a ver com o que expus neste parágrafo:

(…) É preciso botar os pingos nos is. Cada macaco no seu galho, e o galho de Caetano é o show biz. Por mais poético que seja, é entretenimento. E entretenimento não é cultura. (…) Se fizerem um show com todas as músicas de Noel Rosa, Tom Jobim ou Ary Barroso, eu vou e assisto dez vezes. Mas saio de lá sem achar que passei a tarde numa biblioteca. Não se trata de cultura e muito menos de alta cultura. Gosto da música popular brasileira e também da de outros países, mas a música popular não se confunde com a erudita. Então, como é que letra de música vai se confundir com poesia?

Também não diminuo este meu trabalho. Considero este artigo importante, sim, pelo fato de chamar a atenção aos sinais da agenda globalista e do marxismo cultural existentes na televisão e no cinema, como uma forma de convencer, modificar e manipular o comportamento das pessoas.

Que o comunismo dominou a indústria cultural por todo o mundo, é um fato, porém, desconhecido por uma parcela significativa da população brasileira. Por aqui, temos a famigerada Lei Rouanet e toda a agenda do marxismo cultural presentes na televisão, no cinema, na música, no teatro e na literatura, contando com o apoio do próprio governo e do jornalismo também. Considero no cenário brasileiro atual os casos mais perigosos a TV (principalmente as novelas) e a música (que sequer podem ser chamadas disso, são meras batidas repetitivas com letras que instigam a imoralidade, quase uma música de acasalamento para o ouvinte). Há uma ampla bibliografia a respeito, mas que infelizmente também não é fácil de ser encontrada no Brasil, pois não há traduções, tampouco tais obras são divulgadas em nosso país. Recentemente, para quebrar este silêncio, há o excelente livro de Cristian Derosa (A transformação social. Estudos Nacionais, 2016) que analisa, entre outros temas, como o jornalismo está praticando engenharia social, visando modificar o comportamento das pessoas de acordo com interesses globalistas ou comunistas. Como esquerdistas tendem a mentir e usar todo tipo de tática desonesta, desacreditando as fontes, escarnecendo do interlocutor, intimidando pela vantagem numérica ou por ameaças etc. cito dois livros em que o leitor poderá encontrar análises, um histórico e farta documentação sobre como o comunismo planejou e executou seus planos de se infiltrar no cinema e na televisão para fazer uma revolução cultural. O primeiro trata-se da obra de Bob Herzberg (The Left Side of the Screen. Communist and Left-Wing Ideology in Hollywood, 1929-2009. Jefferson/ North Carolina/ London: McFarland and Company, Inc. Publishers, 2011), que aborda a presença comunista dentro de Hollywood, além da perspectiva histórica, o autor aponta os atores, diretores, produtores, roteiristas e outros membros da parte técnica que possuíam ligações com o comunismo, bem como vários documentos: cartas, dossiês, arquivos, listas de investigações do FBI etc. Enquanto este primeiro livro que citei está para o cinema, o segundo, de Ben Shapiro, está para a TV (Primetime Propaganda. The True Hollywood Story of how Left Took over your TV. New York: HarperCollins Publishers Inc., 2011). Nele, o autor fornece as estratégias que a esquerda elaborou para tomar a televisão, usá-la para se manter no poder, modificar a mentalidade das pessoas e denegrir a imagem do conservadorismo.

Em posse de todas essas informações e pensando que isso já vem acontecendo em países estáveis e bem escolarizados, como EUA e Reino Unido, imagine em que estágio está esse plano em nosso país? Ao meu ver, já estamos quase dominados pela esquerda!

Sobre o globalismo, para aqueles não conhecem, recomendo o livro de Alexandre Costa (Introdução à Nova Ordem Mundial. 2ª ed. Campinas: Vide Editorial, 2015), que expõe os principais tópicos a respeito do tema, de maneira clara, objetiva e didática, não há livro melhor em português para o leitor começar a ler sobre o assunto. A ideia do governo global parte de uma elite financeira que quer implantar uma série de modificações nos seres humanos com o intuito de conseguir obter domínio total do planeta. Para isso, precisam modificar ou acabar com uma série de práticas, comportamentos e pensamentos do homem. Os principais que os globalistas visam atacar são: a concepção de nação soberana; as nações poderosas que resistem a tais pretensões, principalmente EUA e Israel; a religião Católica; a família e tudo relacionado a ela, como a heterossexualidade, o amor tanto do casal, como aos filhos e a Deus, companheirismo, amizade, fidelidade etc. (por isso que é pregado por eles a homossexualidade, a promiscuidade, a infidelidade, o uso indiscriminado de contraceptivos, múltiplos parceiros ou outras formas de ‘amor’ e sexualidade. Reparem que todos os membros dessa elite financeira e globalista não praticam nada do que instigam os outros a fazer, todos eles são casados , possuem uma esposa, filhos); a verdadeira atividade intelectual, sendo esta substituída pela mera repetição de chavões e das categorias pré-determinadas a ser debatidas e pesquisadas (como aquecimento global, ecologismo, feminismo, gayzismo, movimentos revolucionários, drogas, banditismo etc.); as tradições e hegemonias dos diferentes povos.

Agora, finalmente, começarei minha análise da série.

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Logo de cara, no primeiro episódio, A Study in Pink (baseado livremente no A Study in Scarlet), percebi a intenção inicial de todo revolucionário, considerar-se superior aos demais e às gerações passadas, procurando quebrar as tradições e denegri-las por meio de comentários jocosos e chistes de péssimo gosto. Assim, Sherlock Holmes não fuma, usa adesivos de nicotina, pois deseja parar com esse hábito (a referência ao tabagismo e ao cachimbo é tão rápida e, depois, facilmente esquecida neste e nos vários episódios subsequentes); não usa o chapéu e demais indumentárias do Sherlock original, esse não é o maior problema, já que uma adaptação para os tempos atuais poderia fazer alterações no vestuário sem o menor prejuízo à trama e à qualidade da série, mas o chapéu, como um símbolo de tradição e cavalheirismo, é alvo de críticas e piadas na boca de Sherlock (sem esquecer que nada é mencionado nos escritos de Arthur Conan Doyle a respeito do chapéu em modelo de caçador com abas, apenas para confirmar veja as ilustrações das publicações originais de Sherlock Holmes abaixo. Nada de chapéu! Mas cachimbo, sim!); outro absurdo, a constante afirmação de Sherlock de que as histórias elaboradas por Watson (nos escritos de Doyle, o narrador/ autor fictício é na verdade Watson) são mentirosas e que nunca aconteceram daquela maneira, com o objetivo de desmistificar o personagem, fazer o espectador perder a magia e a confiança no autor/narrador e, por fim, da própria literatura; finalmente, tudo isso apenas no primeiro episódio, é mencionado mais de uma vez a possibilidade de Holmes e Watson ser um casal homossexual, o que é apresentado como a coisa mais normal, sendo que isso continua nos demais episódios, acabando com os laços de amizade masculino, já que dois homens não podem ser amigos, pois, neste caso, são homossexuais.

Considero necessário explicitar ao leitor porque a luta contra o tabaco é tão importante para o globalismo e marxismo cultural. Isso se dá simplesmente pelo fato de que o tabagismo está relacionado com a atividade intelectual, espiritual, contemplativa e é um traço de masculinidade. Todas elas são forças que o homem pode ter em sua personalidade para resistir aos avanços desses dois movimentos perniciosos. O cigarro, o charuto e o cachimbo são diferentes formas do sujeito apreciar o fumo, de acordo com sua personalidade ou com seu momento. Há um excelente artigo de Michael P. Foley que desenvolve essas relações, que é intitulado Tobacco and the Soul. Eu escreverei mais a respeito dessas relações também em um artigo que em breve estará disponível, chamado Penso, logo fumo.

Na primeira e segunda temporadas, além de persistirem os mesmos elementos da agenda globalista, aparecem alguns de marxismo cultural, que estão em consonância com aquela, são eles: criticar as forças policiais e demais autoridades, principalmente na figura do Inspetor Lestrade, como incompetentes, despreparados, entre outras coisas; idolatria da ciência e da razão sobre a religião e demais formas de conhecimento, isso é uma falácia comprovada, que foi iniciada no Iluminismo, mas com seus precursores nos séculos anteriores, pois todos sabem e estão vivendo atualmente a situação em que esse culto à razão nos levou, somente à maldade, violência e morte; isto me leva a um traço que percebi, que é a misantropia, sendo apresentada como uma virtude, o sujeito ser um psicopata, sem nenhum tipo de conexão ou relação com os demais seres humanos, incluindo familiares e aqueles que o consideram amigo, como o próprio Watson.

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Holmes (à direita) e Watson (à esquerda).

Gravura de Sidney Pagets, de 1891 para The Strand Magazine.

Na terceira temporada parece que os produtores e roteiristas resolveram deixar bem clara as mensagens que queriam passar ao seu público. As besteiras globalistas e comunistas surgem nesta temporada de maneira bem evidente!

O primeiro episódio da terceira temporada, The Empty Hearse, que foi uma adaptação do conto The Adventure of the Empty House, serve apenas para apresentar o retorno de Sherlock Holmes após anos, que Watson acreditava estar morto, e também do completo descaso de Holmes em relação aos sentimentos de seu amigo Watson, confirmando a agenda do marxismo cultural de retirar os sentimentos e elementos humanos dos sujeitos, ao pintar novamente, conforme apontei anteriormente, a psicopatia e misantropia como comportamentos superiores, e os sentimentos envolvidos em uma amizade e em uma perda como menores e sem importância, dignos das piadas que o Holmes chega a fazer.

O episódio The Sign of Three, baseado no romance The Sign of Four, que é o segundo da terceira temporada, é um dos mais claros em relação à união dos interesses globalistas com o marxismo cultural. Tem um roteiro vazio em que simplesmente acontece o casamento de Watson. Durante o casamento, Holmes faz um discurso e relembra de um caso que tem repercussão no presente. O episódio consiste apenas em opiniões soltas, na boca de Holmes, contra o casamento, a heterossexualidade, o amor, a família, a religião e a amizade. Mais nada além disso! Pura propaganda globalista e comunista! Somente acredita quem já viu o episódio!

O terceiro e último episódio da terceira temporada, intitulado His Last Vow, inspirado livremente no conto The Adventure of Charles Augustus Milverton, gira em torno de um magnata da imprensa, que acumula informações, forja notícias falsas, chantageia as pessoas e, em último caso, mata-as. Neste roteiro, o público é manipulado para acreditar que todo jornalista e toda a imprensa mentem (o que não é verdade), ou seja, o importante aqui é desacreditar as fontes que muitas vezes denunciam os esquemas globalistas e comunistas. Não esqueça, caro leitor, que aqui está em jogo a tal falada liberdade de imprensa, que no Brasil é mais um jargão incompreendido e proferido ad nauseam, pois ao repetir que todos jornalistas mentem, são desonestos e até bandidos, isso serve para atacar toda a classe de jornalistas, daí para surgir uma proposta de controle dos veículos de comunicação, da imprensa e dos jornalistas (mais ainda do que já são controlados ou comprados!) é apenas um pulo. Há também, neste episódio, a boa e velha crítica ao capitalismo.

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Capa de The Strand Magazine.

Edição de 1914 em que foi publicado The Valley of Fear.

No ano passado, em 2016, foi lançado um longa metragem, chamado The Abominable Bride, que apesar de os roteiristas afirmarem que se baseia um pouco na história de The Adventure of the Musgrave Ritual, há uma mescla de várias histórias de Sherlock Holmes, destacando-se The Final Problem. Este filme é apenas um panfleto globalista e de marxismo cultural que indico a todos assistirem para poder perceber como foi condensado em um único local todo tipo de movimento social díspar, que visa somente a destruição do homem e de nossa civilização. Em outras palavras, The Abominable Bride é uma cartilha globalista. A história se passa tanto no presente, quanto na época das aventuras originais de Sherlock Holmes. No presente, Sherlock está sob o efeito de drogas, que são apresentadas como uma coisa boa, que só pessoas inteligentes e revolucionárias usam e que seus efeitos são positivos, pois abrem a mente, expandem a consciência e o usuário consegue ver coisas que as pessoas comuns não veem, tornando-se, assim, ainda mais inteligente. Pura balela de viciado! Além de danificarem o cérebro, deixando o sujeito mais burro do que já é, as drogas danificam o organismo e apresentam uma série de efeitos colaterais a curto e em longo prazo. Isso não sou apenas eu que estou afirmando, mas os médicos também. Se o leitor não confia em mim, basta procurar algum manual de medicina e toxicologia. Esta ‘viagem’ de Holmes no presente, acaba levando-o ao passado em que uma mulher que é espancada pelo marido, mata vários homens, suicida-se e retorna dos mortos para matar seu marido. Aqui vemos de volta a crítica ao casamento e à família, pois todo o filme há uma pregação de que o casamento é falho e ruim, sempre tendo como resultado o abuso da mulher por parte do homem. Outra característica, alguns acreditam em fantasmas e que a mulher realmente voltou dos mortos, isso é apresentado como uma burrice típica de mentes pequenas que são as pessoas religiosas e que acreditam em Deus. Há também o irmão de Sherlock, Mycroft, que é o estereótipo do burguês rico, que não trabalha, vive sua vida de maneira vã e hedonista, comendo e apostando o tempo todo, estando com obesidade mórbida por comer em demasia, principalmente doces, chega a apostar a própria vida! Essa é outra característica do globalismo, que, além de querer separar e destruir os laços familiares, quer redefinir os hábitos alimentares de toda a população mundial para torná-la fraca e submissa, afirmando que comer carne e doces é ruim, saudável é comer um monte de mato, porcarias integrais e até mesmo insetos! O desfecho da história não poderia ser pior! O próprio Holmes descobre e faz um discurso de que não pode resolver o caso e não tem poder para isso, que elas ganharam, e outras coisas do tipo, pois ele descobre que se trata de uma sociedade secreta de mulheres que matam os homens, principalmente seus maridos e amantes, porque consideram que estes usam da força ou tiram proveito delas de alguma maneira. Ao ver este final senti falta dos cartazes, gritos, roupas e caras feias, e pelos no sovaco também, que são algumas das características das feministas. Realmente, não é todo dia que se vê um Sherlock Holmes feminista! Devemos dar um crédito à série por isso! Veio-me à cabeça que poderíamos fazer o mesmo também com outros personagens, por que não?! Termos um Capitão Ahab ou um Capitão Nemo lutando pelos direitos das mulheres a ter lugar em suas embarcações para poder participar de suas aventuras? O que acham? Dá vontade de rir, não dá?!

A quarta temporada estreou este mês na BBC e devo confessar que ainda não a vi, tampouco sei o que me espera, caso eu resolva assistir. Será que conseguirá ficar pior do que estava a temporada passada? Será que terá propaganda globalista e comunista ainda mais explícita? E como será? Pornografia? Realmente, não sei.

Sinto-me na obrigação de concluir este artigo enfatizando como o globalismo e o comunismo controlam os meios de comunicação em massa e a indústria cultural, de acordo com o que já expus aqui durante todo o texto. As opções de resistência são o leitor saber identificar os sinais quando consumir algum entretenimento dessa natureza e apelar para a internet, que, por enquanto, ainda é um espaço um pouco mais livre para se expor e discutir ideias.

Outra coisa que não devo deixar de mencionar é minha interpretação do Sherlock Holmes literário, ou seja, o personagem dos escritos de Doyle. Para aqueles que já leram ou tiver interesse em ler, recomendo a leitura. Assim, o leitor perceberá que mesmo na literatura Holmes é usuário de drogas, frio e um pouco misantropo, porém não é um psicopata desumano e sem sentimentos. Ele possui sentimentos, mas procura controlá-los e escondê-los para seu próprio bem. Da mesma maneira, as drogas, a frieza e a misantropia fazem com que ele perca uma série de coisas e oportunidades da vida e de se relacionar com as pessoas, fatos que Holmes percebe, contudo ele encara isso como um sacrifício que ele faz em prol da humanidade para poder solucionar crimes, prender criminosos e salvar as pessoas ou, ao menos, dar-lhes uma certa paz com a prisão do bandido ou a solução do mistério.

Sacrifício este que realmente não é compreendido em nossa sociedade individualista e imoral, que acaba por confundir essa virtude máxima com meros vícios.

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Sou católico e conservador. Doutor em Linguística. Professor de Ensino Médio e Superior nas diversas disciplinas da área de Letras. Atuo também como revisor, tradutor e crítico literário.